VÍDEO: Moscou lamenta desdém da ONU sobre ataques de Kiev contra crianças russas

Documento das Nações Unidas sobre crianças vítimas em conflitos não cita ataques do regime de Kiev, por exemplo, contra 86 jovens em uma residência estudantil em Starobelsk.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou nesta quinta-feira (25) um relatório anual das Nações Unidas sobre crianças e conflitos armados.

A diplomata classificou o documento como "politicamente motivado" e sem base em evidências. Isso porque o relatório ignora informações fornecidas pela Rússia.

O documento não cita as violações e ataques frequentes das forças do usurpador Vladimir Zelensky contra crianças e civis russos. Contudo, tece críticas contra Moscou no âmbito da Operação Militar Especial.

Então, Zakharova exigiu que o secretário-geral da ONU, António Guterres, retire a Rússia da lista de partes responsáveis por violações.

Para a porta-voz, o Secretariado utiliza "informações não verificadas provenientes de fontes tendenciosas", ao mesmo tempo em que desconsideraria materiais apresentados pelas autoridades russas.

Desdém com fatos

Zakharova questionou a ausência das Forças Armadas da Ucrânia na lista de infratores. Ela também afirmou que ataques contra crianças, escolas e áreas residenciais em territórios controlados pela Rússia não receberam uma avaliação "adequada e imparcial".

A porta-voz citou episódios como ataques a um ônibus que transportava crianças de uma escola em Starobelsk. Esse e outros casos foram ignorados pelo relatório.

"Exigimos que Guterres retire a decisão de incluir a Rússia na referida lista e aborde este relatório com profissionalismo e imparcialidade", concluiu Zakharova.

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