Chefe da OTAN evita responder pergunta incômoda sobre guerras na Líbia e no Iraque

Mark Rutte deixou claro que "não comentará tudo" que os jornalistas perguntarem.

O Secretário-Geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, se esquivou da pergunta de um jornalista sobre se "as guerras de mudança de regime na Líbia e no Iraque foram guerras defensivas." 

"Repito, a OTAN existe para defender um bilhão de pessoas que vivem dentro de suas fronteiras, da Califórnia à Turquia, incluindo tudo o que há entre elas. É uma aliança transatlântica da Organização do Tratado do Atlântico Norte. É extremamente poderosa. É a aliança defensiva mais forte da história mundial. Continuamos nossas discussões, como vocês viram esta tarde. Sempre há debates. Vivemos em democracias", afirmou.

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Quando o repórter repetiu a pergunta, Rutte afirmou que "não vai comentar tudo", mas disse que poderia garantir que "a OTAN está lá para defender, como uma aliança defensiva".

A guerra do Iraque começou em 2003 com a invasão de uma coalizão liderada pelos EUA que derrubou Saddam Hussein. A guerra em Líbia, iniciada em 2011, foi inicialmente caracterizada por confrontos entre as forças governamentais de Muammar Gaddafi e seus oponentes antes de escalar para uma campanha de bombardeio da OTAN e a derrubada de Gaddafi, que acabou sendo morto.