
Satisfação sem consumo real: geração Z busca por prazeres simulados em 'sites da dopamina'

Uma nova tendência comportamental tem se espalhado entre os jovens sul-coreanos da chamada "geração Z": o uso dos chamados "mercados da dopamina", plataformas criadas para simular atividades do dia a dia — como fazer compras, pedir comida ou até fumar — sem que o usuário gaste dinheiro ou interaja com o mundo real.

O objetivo é reproduzir a sensação de recompensa imediata sem o compromisso do consumo. Ao navegar por uma loja virtual fictícia ou montar um pedido de delivery que nunca será entregue, o cérebro libera dopamina, neurotransmissor associado ao prazer.
Válvula de Escape
Para muitos jovens, essas simulações funcionam como uma válvula de escape para o estresse e a solidão.
Segundo o Korea Times, o que atrai os usuários não é o resultado final, mas a antecipação e o ritual das tarefas em si.
O professor Kim Heon-sik, da Universidade Jungwon, explica que o prazer está na expectativa da recompensa, não no produto.
O fenômeno reflete um cenário de esgotamento e pressão econômica: para a geração Z sul-coreana, a experiência real tornou-se cara ou estressante demais. As simulações surgem, então, como uma forma de encontrar conforto numa realidade marcada pela incerteza.
