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Superior Tribunal Militar rejeita recurso de Bolsonaro em processo sobre perda de patente

Defesa alegava falta de imparcialidade do brigadeiro Joseli Parente Camelo, mas ministros mantiveram decisão da presidente da Corte.
Superior Tribunal Militar rejeita recurso de Bolsonaro em processo sobre perda de patenteGettyimages.ru / Fabio Teixeira/Anadolu Agency

O Superior Tribunal Militar (STM) rejeitou por unanimidade, nesta quarta-feira (24), um recurso da defesa de Jair Bolsonaro que buscava retirar o brigadeiro do ar Francisco Joseli Parente Camelo do julgamento sobre a eventual perda da patente do ex-presidente.

Com a decisão, a Corte manteve o entendimento da presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha. Em março, a ministra havia negado o pedido de suspeição por considerar que os argumentos apresentados pelos advogados não correspondiam às situações previstas em lei.

A defesa sustentou que Joseli Parente Camelo não teria imparcialidade para participar do processo. Segundo os advogados, manifestações do brigadeiro sobre o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), relacionado à trama golpista, justificariam seu afastamento.

Os ministros do STM não acolheram o argumento. O brigadeiro continuará, portanto, entre os integrantes responsáveis por decidir se Bolsonaro deve ser declarado indigno ou incompatível com o oficialato.

Uma decisão nesse sentido resultaria na perda da patente de capitão reformado. Bolsonaro também deixaria de receber diretamente os vencimentos militares. O valor seria transformado em pensão destinada à esposa ou aos filhos.

Condenação do ex-presidente

Em 2025, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por liderar a trama golpista ligada aos atos de 8 de janeiro. Depois do encerramento das possibilidades de recurso, o Supremo determinou a prisão dos condenados e enviou ao STM os processos relativos às patentes militares.

A Corte Militar não analisa novamente as condenações impostas pelo STF. Cabe ao tribunal decidir apenas se a conduta dos oficiais condenados é compatível com a permanência no oficialato.

O procedimento também inclui militares condenados no chamado núcleo 1 da trama golpista

  • Jair Bolsonaro encontra-se em prisão domiciliar desde 27 de março após sofrer complicações em razão de um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral e recentemente também passou por uma cirurgia para corrigir um problema no ombro direito. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.