O ex-jogador da seleção alemã Philipp Lahm acusou a organização da Copa do Mundo de 2026, sob a liderança do presidente da FIFA, Gianni Infantino, de "vender"o torneio e minar a credibilidade do futebol.
Em uma coluna publicada na terça-feira no jornal alemão Die Zeit, o capitão da seleção campeã da Copa do Mundo de 2014 elogiou a expansão do torneio para 48 equipes por abrir as portas para nações como a Escócia, o Uzbequistão e a República Democrática do Congo.
Mas o jogador também criticou os preços abusivos dos ingressos e alertou que as decisões da FIFA são motivadas por interesses políticos e pelos laços estreitos de Infantino com "figuras obscuras", como o presidente americano Donald Trump.
Lahm argumentou que a missão da organização deveria ser desenvolver o futebol mundialmente por meio da participação, mesmo que isso signifique aceitar as diferenças de nível técnico entre as seleções nacionais.
No entanto, ele advertiu que a forma como a Copa do Mundo é administrada — e as alianças cultivadas por seu presidente — "roubam a credibilidade do esporte" e alimentam o descontentamento entre os torcedores, que percebem o torneio como moeda de troca em agendas alheias ao jogo.
O técnico da seleção do Paraguai, Gustavo Alfaro, também fez duras críticas à gestão da FIFA, dizendo que o futebol está se afastando duas origens humildes e "perdeu sua essência".