
Embraer vê oportunidade de expandir vendas de aviões militares à Europa

Em razão do aumento nos investimentos em defesa na Europa, a Embraer planeja aproveitar a oportunidade para expandir seu mercado no Velho Continente, segundo afirmou José Serrador, vice-presidente Global de Relações Institucionais da empresa durante o 2º Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia na terça-feira (23), sediado em Brasília, informou o portal Poder360.

A estratégia da Embraer vem na esteira da exigência dos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de aumentarem seus gastos em defesa para pelo menos 5% do PIB de seus respectivos países até o ano de 2035, e também tem como pano de fundo os temores de uma suposta ameça russa por conta da crise ucraniana.
A Embraer, apesar de ser conhecida como uma fabricante de aeronaves civis de renome internacional, também produz aviões de transporte de uso militar para 60 países em todo o mundo, como o EMB-314 Super Tucano e a plataforma KC-390 Millennium, uma aeronave multimissão de uso tático e logístico que a empresa já fornece para Áustria, Suécia, Eslováquia, Coreia do Sul, Lituânia, Uzbequistão e República Tcheca.
"Esse é um número muito importante. Sessenta forças armadas que confiam numa empresa brasileira para ser o fornecedor de produtos de defesa de segurança", afirmou o executivo durante o evento.
A Embraer também visa futuramente exportar caças supersônicos Gripen para as nações do Velho Continente. A FAB (Força Aérea Brasileira) assinou um acordo com a Suécia em 2014 que prevê a transferência de tecnologia na fabricação das aeronaves de combate no âmbito de um programa de modernização da instituição. "Estamos muito animados com as oportunidades, inclusive de exploração desse projeto a partir do Brasil", disse Serrador.
