O novo chefe do Mossad, Roman Gofman, tem o Irã na mira e planeja destinar a maior parte dos recursos do serviço de inteligência externa de Israel para provocar uma mudança de governo no país persa, segundo reportagem do Maariv.
"Uma coisa é certa, e Gofman sabe muito bem disso", comentou ao jornal uma fonte próxima. "A missão principal do Mossad é o Irã. Sua atenção está voltada para o Irã com ênfase especial na derrubada do regime e na neutralização da ameaça nuclear", acrescentou, garantindo que "a maior parte da atenção, energia e recursos financeiros será direcionada para isso".
A chegada de Gofman ao cargo já abalou o Mossad, aponta o Maariv. O novo diretor mostrou-se decidido a repensar do zero o funcionamento da organização, juntamente com suas missões e métodos operacionais. Ele já está trabalhando para nomear assessores de confiança para cada chefe de divisão e oficial superior, uma prática comum nas Forças de Defesa de Israel.
De acordo com várias fontes do jornal, nessas atividades, Gofman já cancelou operações que estavam prestes a ser realizadas por não estar satisfeito com os objetivos e métodos operacionais ou convencido de sua necessidade.
Ainda não está claro em quais outras questões o Mossad se concentrará além do Irã. Gofman considera que as áreas de atuação da organização devem ser ampliadas e pretende eliminar aquelas que lhe pareçam desnecessárias, cogitando a possibilidade de utilizar o Mossad para combater a deslegitimação de Israel no mundo, indica o Maariv.