Israel criou condições para a queda do governo iraniano, afirmou neste domingo (21) o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
"Durante anos, nos diziam que não era possível atacar o território do Irã. Sim, era possível realizar operações do Mossad, e nós as realizamos, várias delas. Autorizei muitas dessas ações. Mas não era possível enviar nossas Forças Armadas ao Irã. No entanto, mudamos isso", disse durante a Cúpula Internacional sobre Política, organizada pelo Jerusalem News Syndicate (JNS).
Netanyahu ressaltou que seu governo mudou a doutrina de segurança de Israel.
"Tomamos a iniciativa, atacamos, surpreendemos e voltamos a atacar os inimigos que buscam nossa destruição, que pretendem nos matar. Nós os atacamos antes que tenham a oportunidade de fazer isso [...] Mate-os primeiro", afirmou, pronunciando as últimas palavras em hebraico.
O chefe de governo também destacou o que classificou como o "maior ataque aéreo" da história de Israel contra o Irã, realizado em colaboração com os Estados Unidos, além da destruição da infraestrutura nuclear da República Islâmica.
"Eliminamos 20 de seus principais cientistas nucleares", acrescentou.
Qual o 'verdadeiro triunfo' para Israel?
Netanyahu afirmou acreditar que o Irã pode não se recuperar devido à suposta "lacuna" entre o povo e o governo.
"Acredito que criamos as condições para sua futura queda", declarou.
o premiê israelense disse ainda que "essa será a verdadeira vitória". Em seguida, passou a discutir a situação do Hezbollah no Líbano.
"Dizimamos a máquina militar do Hezbollah", afirmou o primeiro-ministro, acrescentando que havia estabelecido "zonas de segurança" em território libanês, na Síria e em Gaza para "proteger" seu povo.
"Não estamos em guerra com o Líbano, estamos em guerra com o Hezbollah ", insistiu ele. "O povo de Israel está mostrando ao mundo como uma nação deve se comportar diante de uma ameaça existencial", concluiu, citando seu falecido pai.