EUA impõem novas sanções contra empresas cubanas

Washington também apontou o dedo para um parente do ex-presidente cubano Raúl Castro.

Os EUA impuseram sanções a cinco entidades cubanas, três delas ligadas ao Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa) nesta terça-feira (23), em uma nova ação dos Estados Unidos contra Havana, que tem denunciado repetidamente o "castigo coletivo" contra a ilha.

Em um comunicado à imprensa, o secretário de Estado, Marco Rubio, indicou que, entre as empresas penalizadas, há duas que "geram receita para Cuba por meio da exploração das reservas minerais e metálicas da ilha, incluindo a empresa estatal cubana GeoMinera".

Da mesma forma, o Departamento de Estado intensificou suas medidas contra o ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, ao incluir na lista de sancionados sua nora, Annalie Lilliam Rueda Cardero, esposa de Alejandro Castro Espín, que havia sido sancionado no início do mês.

"Qualquer pessoa que preste serviços a esses atores sancionados corre o risco de ser sancionada também. Os bancos estrangeiros e outras empresas que prestem serviços a essas entidades devem suspender essas atividades imediatamente", afirmou Rubio no X.

A posição de Cuba

No sábado (20), o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, enfatizou na rede social que "Cuba está fora das fronteiras dos EUA", ao mesmo tempo em que rejeitou "com igual firmeza a intromissão estrangeira em seus assuntos internos".

"O governo dos EUA, artífice da punição coletiva contra o povo cubano, não tem autoridade política, jurídica nem moral para julgar as medidas que tomamos", afirmou Rodríguez.

Em meio às transformações econômicas aprovadas pela Assembleia Nacional do Poder Popular, o chefe da diplomacia cubana afirmou que "não cabe [aos EUA] julgar as medidas que adotamos para enfrentar, no exercício da soberania e da autodeterminação, os efeitos da agressão econômica extrema, agravada pelo bloqueio energético e pelas sanções secundárias contra terceiros".

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