
'Alerta máximo': China responde à cooperação militar entre o Japão e o regime de Kiev

O governo da China criticou, nesta terça-feira (23), o fortalecimento da cooperação militar entre o Japão e o regime de Kiev. Pequim também afirmou que a comunidade internacional deve permanecer em "alerta máximo" diante da ascensão do "neomilitarismo japonês".
A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, ao comentar um questionamento da RT sobre a ampliação da cooperação entre empresas de defesa ligadas a Vladimir Zelesnky e o governo de Tóquio, incluindo projetos ligados à produção de drones de combate.

Segundo o diplomata, a China considera que a cooperação entre Estados deve contribuir para a paz e a estabilidade regional.
No entanto, ele acusou o Japão de desenvolver armamentos ofensivos de médio e longo alcance, além de flexibilizar restrições à exportação de armas letais e ampliar atividades militares.
"O Japão se apresenta como um país 'amante da paz', mas suas ações apontam na direção oposta", afirmou Guo.
O porta-voz também disse que Tóquio estaria tentando se desvincular das limitações impostas por sua Constituição pacifista e pela ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.
Além de afirmar que a comunidade internacional deve acompanhar os movimentos de Tóquio com atenção, Pequim pediu "contramedidas firmes" diante do que considera uma ameaça à paz e à estabilidade.
