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China demonstra 'profunda preocupação' com presença militar japonesa no conflito ucraniano

Para Pequim, "a comunidade internacional deve permanecer em alerta máximo e tomar contramedidas" para frear o avanço do militarismo japonês.
China demonstra 'profunda preocupação' com presença militar japonesa no conflito ucranianoRT / Imagem gerada por IA

O governo da China manifestou "profunda preocupação", nesta segunda-feira (1º), com o aprofundamento da cooperação militar entre o Japão e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

O alerta de Pequim veio após Tóquio anunciar o envio de oficiais das Forças de Autodefesa japonesas para um comando da OTAN pela Ucrânia, em apoio ao regime usurpador de Vladimir Zelensky.

O objetivo, segundo Tóquio, é obter experiências operacionais e fortalecer a capacidade defensiva japonesa.

Durante coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, respondeu a uma pergunta da RT e afirmou que Pequim vê com preocupação os movimentos do governo japonês e acusou o país de acelerar um processo de remilitarização.

Remilitarização a todo vapor

Segundo o diplomata, o Japão tem expandido o papel de suas Forças de Autodefesa e desenvolvido estruturas com capacidade operacional de combate.

"O Japão tem buscado a remilitarização a todo vapor", declarou Lin Jian. De acordo com ele, o país estaria "desafiando a ordem internacional do pós-guerra" ao ampliar sua atuação militar e estreitar laços com a OTAN.

Pequim afirmou que as ações japonesas contradizem a imagem de um "país amante da paz" frequentemente apresentada pelo governo de Tóquio. Na avaliação chinesa, o "surgimento malévolo do neomilitarismo" japonês representa um risco crescente para a paz e a estabilidade da região Ásia-Pacífico.

Ao final da declaração, Lin Jian pediu atenção ao tema. "A comunidade internacional deve permanecer em alerta máximo e tomar contramedidas resolutas", afirmou o porta-voz chinês.