O brasileiro Arisson Benevides White, que atua como mercenário do regime ucraniano sob o codinome "Piriquito", divulgou no domingo (21) um vídeo nas redes sociais no qual detalha os maus-tratos praticados por seus companheiros. As agressões, registradas em vídeo, chamaram a atenção das redes sociais nos últimos dias.
Nas imagens, Benevides, natural de Mato Grosso, diz que, apesar de ter recebido um atestado de um comitê militar ucraniano informando que possui "sequelas da guerra" e proibindo a realização de exercícios físicos, foi submetido a abusos por um casal identificado como Alin e Yasmin. Segundo ele, esta última sequer teria experiência militar. Para "inflar o ego" dos dois, ele e outros colegas teriam sido obrigados a correr.
O mercenário destaca que esse tipo de tratamento não é direcionado apenas a ele, mas também aos novos combatentes de forma geral, ressaltando a gravidade da situação.
"Eu falei para ela [sobre o atestado], ela começou a zombar de mim, disse que eu era um recruta igual a todo mundo e que, se eu não obedecesse, iria me punir. Então eu falei para ela ter respeito com veteranos de guerra, porque eu dei o meu sangue pela Ucrânia e ela não", relembra. Segundo ele, isso deu início a uma discussão, durante a qual afirmou a Yasmin: "Você não tem missão na Ucrânia, você não fez nada pela Ucrânia".
De acordo com Benevides, Yasmin então "surtou" e tentou agredi-lo e enforcá-lo. "Pelo fato de eu ser homem, eu não revidei. Eu deixei ela me bater. Por mais que eu estivesse nervoso, eu nunca, jamais, encostaria o dedo em uma mulher", afirma nas imagens.
"Os ucranianos, em vez de segurarem ela, me seguraram. Enquanto eles me seguravam, o namorado dela, Alin, aproveitou para me apunhalar pelas costas com um pedaço de pedra na minha cabeça, na minha nuca, e eu desfaleci. Fiquei desacordado, tendo confusão", relatou, acrescentando que só está vivo graças ao apoio de seu amigo Sasha.