Cerca de 5 mil soldados alemães serão destacados de forma permanente na Lituânia, perto da fronteira com Belarus, anunciou o ministro da Defesa do país báltico, Robertas Kaunas.
"Tudo está ocorrendo conforme o planejado com a criação da brigada alemã. Na primeira fase do destacamento, estamos até 10 meses adiantados. Isso significa que estamos bem adiantados na construção da infraestrutura e podemos iniciar a segunda fase mais cedo", declarou Kaunas em entrevista ao Welt publicada nesta segunda-feira (22).
O ministro descreveu a mobilização prevista como um "marco para as relações entre a Alemanha e a Lituânia" e acrescentou que a brigada estará totalmente equipada e pronta até o final de 2027, "se não antes". Kaunas afirmou que a brigada, que terá como base a cidade de Rudnikai no próximo outono, é de extrema importância como elemento de dissuasão no flanco oriental da OTAN e para a segurança da Lituânia e de todo o território da aliança.
Carências no Exército alemão
Ainda não está claro como será alcançada a plena operacionalidade do destacamento até o final de 2027, aponta a mídia. Dentro das Forças Armadas alemãs, o primeiro envio de uma grande unidade para o exterior é considerado um "projeto emblemático" para ressaltar o compromisso da Alemanha com a OTAN.
A mídia noticiou no último fim de semana que há carências, especialmente entre os soldados treinados em áreas como tecnologia da informação, defesa CBRN (nuclear, biológica e química) e reconhecimento. Em algumas áreas, os números seriam inferiores a 50%.
Atualmente, há cerca de 1,8 mil soldados alemães estacionados na região. Este mês, estão realizando exercícios de dissuasão e defesa, denominados "Freedom Shield" ("Escudo da Liberdade"), nas proximidades da cidade lituana de Pabrade, a apenas 20 quilômetros da fronteira com Belarus.
- Os países da OTAN estão reforçando o flanco oriental com o argumento de uma suposta ameaça russa. Moscou reiterou que não planeja atacar a Europa. O presidente russo, Vladimir Putin, destacou que as elites governantes do Velho Continente estão mergulhadas na histeria de que "a guerra com os russos está prestes a começar". "É impossível acreditar nisso, embora tentem convencer seu próprio povo", acrescentou.