A Casa Branca indicou que os Estados Unidos pretendem manter operações contra grupos criminosos na América Latina. Em declaração aoThe Washington Post, a porta-voz Olivia Wales afirmou neste sábado (20) que a administração do presidente Donald Trump adota a mesma abordagem antiterrorismo para organizações motivadas por razões políticas e para grupos criminosos voltados ao lucro.
Segundo Olivia Wales, os Estados Unidos continuarão atuando contra organizações consideradas uma ameaça aos cidadãos americanos.
"Os Estados Unidos continuarão identificando e neutralizando qualquer grupo que tenha a intenção e a capacidade de planejar ataques contra americanos, sejam cartéis mortais que envenenaram milhões de americanos ou jihadistas", declarou a porta-voz.
De acordo com as informações, o governo americano já classificou mais de uma dezena de grupos criminosos da região como organizações terroristas estrangeiras.
O texto destaca ainda que a ação contra a facção Tren de Aragua, realizada sem devido processo e em território estrangeiro, ampliou a aproximação entre a forma como Washington enxerga redes terroristas islâmicas e grupos criminosos.
Alvo dos EUA
Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero" e apontado como líder do Tren de Aragua, era considerado o criminoso mais procurado da Venezuela e figurava entre os principais alvos das autoridades dos Estados Unidos.
Sobre o caso, Patrick Weaver, chefe adjunto de gabinete do secretário de Defesa Pete Hegseth, afirmou:
"A morte de 'Niño Guerrero' envia uma mensagem clara à América Latina. Não há refúgio para narcoterroristas em nosso hemisfério."