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País europeu ameaça vetar novo pacote de sanções da UE contra a Rússia

A União Europeia ampliou sua lista de sanções ao adicionar 34 pessoas e 47 entidades vinculadas à indústria de defesa russa.
País europeu ameaça vetar novo pacote de sanções da UE contra a RússiaRuma Aktar / Gettyimages.ru

O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, fez uma advertência contundente a Bruxelas: seu país exercerá o direito de veto sobre o 21º pacote de sanções europeias contra a Rússia, a menos que sejam introduzidas mudanças significativas em seu conteúdo. A informação foi publicada nesta quinta-feira (18) por meios de comunicação locais.

Segundo explicou, as principais razões são o possível impacto negativo sobre a economia búlgara e a discordância em relação às sanções impostas ao patriarca Kirill da Igreja Ortodoxa Russa. Na segunda-feira (15), a União Europeia ampliou sua lista de restrições ao adicionar 34 pessoas e 47 entidades vinculadas à indústria de defesa russa, à sua frota de petroleiros e navios de transporte de gás, bem como indivíduos envolvidos em atividades políticas.

Conhecido por sua postura eurocética, Radev falou com jornalistas antes de uma reunião do Conselho Europeu em Bruxelas. O primeiro-ministro denunciou o risco para o funcionamento da Lukoil, companhia petrolífera russa que opera a única refinaria do país, em Burgas, e que é uma das maiores distribuidoras de combustíveis da Bulgária.

"Queremos que ela seja excluída da lista", demandou, citado pela Reuters. "Não permitiremos sanções que prejudiquem e coloquem em risco a economia búlgara, as operações da Lukoil, o metrô de Sófia e o fornecimento de fertilizantes para a Bulgária e a UE", acrescentou.

"Todas essas questões deverão ser resolvidas nos órgãos de decisão da UE", afirmou Radev, que questionou abertamente a utilidade das sanções impostas até agora. "De que forma elas contribuíram para a paz?", perguntou.

Sanções contra representantes religiosos

O primeiro-ministro búlgaro também manifestou sua rejeição às sanções contra representantes da Igreja Ortodoxa Russa. 

O conflito "já ultrapassou as trincheiras; estende-se para além da economia e da energia. Podemos ver seu impacto na cultura e no esporte, e agora só falta envolver também a religião", declarou.

"Não misturemos política com religião. A Igreja Ortodoxa Russa contribuiu para nossa libertação de cinco séculos de domínio otomano. Preocupo-me com a sociedade russa como um todo e com sua Igreja, que é ortodoxa oriental, assim como a nossa. Somos uma só família", concluiu o chefe de governo.