Notícias

Presidente de Cuba diz que é necessário 'salvar' o país diante do momento mais difícil do século

"A quem quiser investir em Cuba, dizemos: este é o seu lugar, e as portas estão abertas", afirmou o presidente.
Presidente de Cuba diz que é necessário 'salvar' o país diante do momento mais difícil do séculoAngelo Mastrascusa/Anadolu / Gettyimages.ru

Cuba vive as horas mais difíceis deste século, e tanto seus dirigentes quanto seu povo têm a responsabilidade de salvá-la, declarou o presidente Miguel Díaz-Canel nesta quinta-feira (18) perante a Assembleia Nacional.

"Cuba, nossa amada Cuba, vive as horas mais difíceis deste século e temos a responsabilidade histórica de salvá-la", afirmou o mandatário. "É hora de mudar tudo o que precisa ser mudado. Não se trata apenas de romper o cerco daqueles que insistem em nos asfixiar e confessam isso sem qualquer escrúpulo, ao mesmo tempo em que nos culpam cinicamente pela crise que o próprio cerco provoca", acrescentou.

Segundo Díaz-Canel, trata-se de enfrentar as causas de guerras absurdas e o uso fraudulento do sistema financeiro internacional como arma política.

"Com plena consciência do momento que vivemos e com o respeito que cada cubano e cada cubana merecem, [...] não podemos pensar e agir como em tempos normais, porque estes não são tempos normais", declarou.

A Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba aprovou nesta quinta-feira (18), por unanimidade, um pacote de transformações econômicas e sociais destinadas a preservar as conquistas da Revolução, no contexto da mais recente escalada de medidas coercitivas unilaterais impostas pelos EUA à ilha. A iniciativa contempla 176 mudanças concretas articuladas em 23 eixos.

Bloqueio dos EUA

Washington mantém o bloqueio econômico e comercial contra a ilha há mais de seis décadas, e essa política de cerco e asfixia total foi especialmente endurecida desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, iniciou seu segundo mandato, em janeiro de 2025.

Essa política extraterritorial dos EUA também tem sido acompanhada por sérias ameaças. O próprio Trump afirmou que estaria disposto a usar a força, se necessário, para derrubar o Governo de Cuba, que denuncia essas ações de Washington como uma tática de "genocídio".

Além disso, em diversas ocasiões, o governo Trump admitiu que o objetivo de sua política contra Cuba é impedir qualquer tipo de receita econômica para Havana e até bloquear o fornecimento de petróleo, fundamental para as necessidades energéticas da maior ilha do Caribe.

A situação afeta gravemente a economia do país caribenho, que nos últimos meses sofreu o impacto de um bloqueio multidimensional reforçado por numerosas medidas coercitivas da Casa Branca, colocando em risco serviços essenciais em Cuba, como energia, eletricidade, saúde, educação, transporte, alimentação e turismo, entre outros.