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Da URSS ao presente: Camboja agradece a Putin pelo apoio de Moscou, mesmo no 'período mais difícil'

Reunião entre os dois líderes aconteceu nesta quinta-feira (18), na cúpula Russia-ASEAN.
Da URSS ao presente: Camboja agradece a Putin pelo apoio de Moscou, mesmo no 'período mais difícil'RT

O primeiro-ministro do Camboja, Hun Manet, agradeceu ao presidente russo, Vladimir Putin, pelo histórico apoio de Moscou à nação asiática. O encontro entre os dois ocorreu nesta quinta-feira (18), durante a cúpula Rússia–ASEAN, realizada em Kazan.

"Sempre recordamos com gratidão o apoio e a assistência prestados pela União Soviética ao Camboja durante um dos períodos mais difíceis de nossa história, em 1979. Também somos gratos pela contribuição da Rússia para o desenvolvimento socioeconômico do Camboja, mesmo diante das mudanças no cenário global", afirmou.

Na mesma linha, Manet destacou que a Rússia é um "parceiro importante e confiável" para seu país e elogiou o papel da diplomacia russa por "fortalecer a voz do Sul Global" em fóruns internacionais, como as Nações Unidas.

O premiê cambojano também transmitiu a Putin "as melhores saudações de Sua Majestade, o Rei Norodom Sihamoni, bem como do Presidente do Senado, Hun Sen" e parabenizou o líder russo pelo sucesso da realização da cúpula Rússia–ASEAN em Kazan.

"Amigo e parceiro de longa data"

Putin, por sua vez, afirmou que o Camboja é "um amigo e parceiro de longa data da Rússia". Ao resgatar o legado soviético, destacou que Moscou ajudou a desenvolver o país asiático durante a era da URSS, quando foram construídos "um grande hospital e um instituto tecnológico, além de terem sido implantadas infraestruturas nos setores de energia, agricultura, telecomunicações, transporte marítimo e transportes".

"Continuamos ainda a prestar apoio ao Camboja na formação de profissionais. Mais de 8 mil cidadãos cambojanos já concluíram o ensino superior na Rússia. Atualmente, cerca de 160 estudantes do Camboja estão matriculados em instituições russas, e neste ano letivo foram concedidas outras 63 bolsas de estudo", prosseguiu.

O presidente também destacou o desenvolvimento das relações bilaterais, mas observou que ainda há margem para expansão da cooperação econômica, já que, no ano passado, o comércio entre os dois países cresceu apenas 2%: "Naturalmente, esse número ainda é modesto e não corresponde ao potencial existente entre nossos países. Os governos de ambas as nações estão trabalhando para ampliar os laços comerciais e de investimento".