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Novas oportunidades para estudar no exterior? Brasil, Rússia e Belarus ampliam parceria na educação

O Fórum da Liga de Reitores, sediado em Minsk, reforça a mobilidade acadêmica e projetos conjuntos entre universidades dos três países.
Novas oportunidades para estudar no exterior? Brasil, Rússia e Belarus ampliam parceria na educaçãoImagem gerada por IA.

As autoridades acadêmicas de Brasil, Rússia e Belarus se reuniram na terça-feira, (27), em Minsk, no terceiro Fórum da Liga de Reitores de Universidades, marcando a consolidação de uma parceria trilateral voltada para o fortalecimento da ciência, da tecnologia e da integração educacional entre as nações, informou a Universidade Estatal de Moscou (MGU, na sigla em russo).

O evento foi aberto sob a co-presidência do presidente da União Russa de Reitores e reitor da MGU, Viktor Sadovnichy, do presidente do Conselho Republicano de Reitores da Belarus, Vadim Bogush, e da vice-reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Andrea Belfort.

A mobilidade acadêmica é outro pilar da parceria. Um exemplo bem-sucedido é o mestrado em "História da Diáspora Belarussa", oferecido há seis anos pela MGU e pela Universidade Estatal de Belarus.

Projetos no Brasil

No que diz respeito ao Brasil, o reitor da MGU ressaltou que barreiras geográficas e linguísticas não reduzem o interesse mútuo. A Liga já resulta em projetos concretos. Um dos principais é o Lektório Innopraktika, aberto em 2025 na UFRJ, que já oferece aulas de russo para estudantes brasileiros. Em 2026, o espaço promoveu eventos sobre o Dia da Cosmonáutica e o voo de Yuri Gagarin, além da ação "Regimento Imortal", comemorando o Dia da Vitória do povo soviético sobre a Alemanha nazista na Grande Guerra Patriótica (1941-1945). A previsão é abrir uma biblioteca de literatura russa ainda este ano.

Outro ponto relevante é a proposta de criação de uma plataforma de realidade virtual para preservar coleções de museus. A iniciativa surgiu após o incêndio que destruiu o Museu Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, em 2018. Historiadores da MGU sugeriram a reconstrução virtual de exposições como forma de garantir a conservação digital de acervos.

A cooperação ambiental também ocupa posição de destaque. No âmbito do projeto de monitoramento climático, cientistas de universidades russas e brasileiras colaboram no desenvolvimento de projetos na Amazônia quebuscam estudar o papel da floresta no equilíbrio climático global por meio de estudos científicos rigorosos.