O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou nesta quinta-feira (18) que a reação de setores do governo israelense ao acordo firmado entre Washington e Teerã representa um "freakout" — termo em inglês que pode ser traduzido como "surto" ou "chilique".
As declarações foram feitas em entrevista ao The New York Times, na qual Vance criticou o que classificou como um "pânico estranho" em Israel diante do memorando de entendimento, que encaminha ao fim da guerra no Oriente Médio.
O vice-presidente afirmou que a administração norte-americana considera o acordo parte de uma estratégia mais ampla de estabilização regional e defendeu o acerto diante de críticas de setores da política de Tel Aviv.
"Considero toda esse 'chilique' em Israel um pouco estranho, porque ele vem de um lugar de desconfiança. E acredito que os Estados Unidos conquistaram a confiança dessa região do mundo", disse.
Acordo entre EUA e Irã
- No domingo (14), os EUA e o Irã declararam que o texto do memorando de entendimento já está finalizado e que a assinatura oficial ocorrerá na sexta-feira (19), na Suíça. O anúncio encerra semanas de negociações tensas entre os dois países, que, em alguns momentos, pareciam avançar muito pouco.
- Nesse sentido, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o fim da guerra no Líbano é uma condição indispensável para encerrar completamente o conflito no Oriente Médio. Ele acrescentou que qualquer agressão militar israelense contra esse país árabe será considerada uma violação do memorando de entendimento com os EUA.
- Embora uma das condições estabelecidas pelo Irã para encerrar o conflito fosse justamente que Israel interrompesse seus ataques ao Líbano e se retirasse das áreas ocupadas no sul do país, o ministro da Defesa, Israel Katz, divulgou na segunda-feira (15) um comunicado no qual afirmou que as Forças de Defesa de Israel não se retirariam do Líbano.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou duramente o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após os ataques ao sul de Beirute em meio ao processo diplomático para alcançar o acordo com o Irã.