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Arma de Bolsonaro foi inutilizada para evitar riscos, diz defesa, citando saúde mental do político

Advogados afirmam ao Supremo Tribunal Federal que equipe de segurança havia tornado a pistola inoperante devido ao uso de medicações psiquiátricas pelo ex-presidente.
Arma de Bolsonaro foi inutilizada para evitar riscos, diz defesa, citando saúde mental do políticoArthur Menescal

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (17), que ele pediu a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) ajuda para consertar uma arma registrada em seu nome, de acordo com informações divulgadas pelo portal g1. Segundo os advogados, a pistola havia sido deixada inoperante pela própria equipe de segurança por causa das condições de saúde mental do político.

No documento enviado ao STF a pedido do ministro Alexandre de Moraes, a defesa afirmou que as medicações psiquiátricas administradas a Bolsonaro afetavam sua cognição e motivaram a retirada do percussor da arma sem conhecimento prévio do ex-presidente.

"As medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao Peticionário [Jair Bolsonaro], capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante", afirmou a defesa.

De acordo com os advogados, Bolsonaro manuseou a pistola, testou o disparo e verificou que "o mecanismo não estava funcionando regularmente". Em seguida, solicitou a um dos militares responsáveis por sua segurança pessoal que encaminhasse a arma para reparo.

"A entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção", diz a defesa.

Arma foi apreendida em blitz

A pistola Glock 9 mm foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar em Brasília na última segunda-feira (15), quando era levada para manutenção. Uma consulta ao sistema do Exército confirmou que a arma estava registrada em nome de Bolsonaro.

Embora a documentação do armamento estivesse regular, a Polícia Civil do Distrito Federal recolheu a pistola porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo. O caso é investigado pela corporação.

Segundo a defesa, Bolsonaro não pretende pedir a devolução da arma enquanto permanecer em prisão domiciliar.