
'Eles agem de forma bastante dura': Trump comenta condenação de Eduardo Bolsonaro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta quarta (17), após a cúpula do G7 na França, a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia anterior.
Ao ser questionado por jornalistas sobre a situação política brasileira, Trump afirmou "prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje (...) ouvi que o prenderam. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas", disse o presidente norte-americano.

Trump possívelmente fez referência à Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), que reuniu políticos alinhados ideologicamente a Trump no estado norte-americano em março.
Realidade da condenação
Contudo, a condenação de Eduardo não tem relação com o evento. A sentença contra o filho de Jair Bolsonaro o culpou por coação no curso do processo, ou seja, por tentativa de interferência no julgamento de seu pai em processo que apurou a tentativa de golpe de Estado em 2023.
Entre os fatos criminosos apontados pelos magistrados, a articulação de Eduardo nos EUA para a aplicação de tarifas contra a economia brasileira e também sanções contra autoridades ligadas ao julgamento, com a Lei Magnitsky.
'Perigoso politicamente'
Trump também classificou o ambiente político do Brasil como hostil.
"Ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos. Tornou-se um país um pouco difícil, um pouco perigoso politicamente. Está desagradável", afirmou.
Apesar de condenado a quatro anos de prisão, multa e inelegibilidade por oito anos, Eduardo está nos Estados Unidos e não está preso.
