O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad-Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quarta-feira (17) que o país saiu vitorioso do confronto contra Israel e os Estados Unidos. A informação foi publicada pela agência estatal persa Isna.
O parlamentar — que chefiou a delegação iraniana nas negociações com os EUA no Paquistão — declarou que Teerã impediu que seus adversários alcançassem metas estabelecidas para a guerra.
"Vencemos os Estados Unidos e o regime sionista, que são as maiores potências militares do mundo, e não permitimos que alcançassem nenhum dos objetivos que anunciaram", disse Ghalibaf.
Segundo a autoridade iraniana, o conflito se desenvolve simultaneamente em quatro frentes: "militar, popular, diplomática e de assistência à população". Ele afirmou que a mobilização da sociedade foi decisiva para o resultado obtido pelo país.
"Essas quatro frentes estão interligadas de forma precisa, e todas estão moldando a vitória do Irã", declarou.
Ghalibaf, por fim, reforçou elogios à participação popular durante o conflito, afirmando que os iranianos "entraram na luta" desde os primeiros momentos da guerra e contribuíram para sustentar a resistência do país diante das pressões externas.
Acordo entre EUA e Irã
- No domingo (14), os EUA e o Irã declararam que o texto do memorando de entendimento já está finalizado e que a assinatura oficial ocorrerá na sexta-feira (19), na Suíça. O anúncio encerra semanas de negociações tensas entre os dois países, que, em alguns momentos, pareciam avançar muito pouco.
- Nesse sentido, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o fim da guerra no Líbano é uma condição indispensável para encerrar completamente o conflito no Oriente Médio. Ele acrescentou que qualquer agressão militar israelense contra esse país árabe será considerada uma violação do memorando de entendimento com os EUA.
- Embora uma das condições estabelecidas pelo Irã para encerrar o conflito fosse justamente que Israel interrompesse seus ataques ao Líbano e se retirasse das áreas ocupadas no sul do país, o ministro da Defesa, Israel Katz, divulgou na segunda-feira (15) um comunicado no qual afirmou que as Forças de Defesa de Israel não se retirariam do Líbano.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou duramente o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após os ataques ao sul de Beirute em meio ao processo diplomático para alcançar o acordo com o Irã.