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Trump afirma que iranianos pertencem a uma 'cultura primitiva'

O mandatário norte-americano destacou que as atuais lideranças do Irã "realmente amam seu país".
Trump afirma que iranianos pertencem a uma 'cultura primitiva'Julia Demaree Nikhinson / AP

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17) que embora os iranianos "tenham, por um lado, uma cultura primitiva, também é uma cultura primitiva genial. São pessoas muito inteligentes e excelentes negociadoras".

"Os novos líderes do Irã são inteligentes, muito inteligentes. São muito menos radicalizados. Acho que realmente amam seu país. São boas pessoas", declarou Trump em Evian, na França, onde participou da Cúpula do G7.

Os elogios de Trump à liderança iraniana ocorrem poucos dias antes da assinatura do memorando de entendimento acordado no domingo (14) entre Washington e Teerã para pôr fim ao conflito armado em vigor desde 28 de fevereiro, quando os EUA bombardearam o Irã.

A assinatura do texto está prevista para sexta-feira (19), na Suíça, e encerra várias semanas de negociações tensas que, em alguns momentos, pareciam avançar muito pouco. Embora o documento não tenha sido divulgado oficialmente, alguns detalhes vieram a público por meio de declarações de ambas as partes.

Acordo entre EUA e Irã

  • Para viabilizar o acordo, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o fim da guerra no Líbano é uma condição indispensável para encerrar completamente o conflito no Oriente Médio. Ele acrescentou que qualquer agressão militar israelense contra esse país árabe será considerada uma violação do memorando de entendimento com os EUA.
  • Embora uma das condições estabelecidas pelo Irã para encerrar o conflito fosse justamente que Israel interrompesse seus ataques ao Líbano e se retirasse das áreas ocupadas no sul do país, o ministro da Defesa, Israel Katz, divulgou na segunda-feira (15) um comunicado no qual afirmou que as Forças de Defesa de Israel não se retirariam do Líbano.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump,criticou duramente o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após os ataques ao sul de Beirute em meio ao processo diplomático para alcançar o acordo com o Irã.