O papa Leão XIV celebrou nesta terça-feira (16) o fato de Estados Unidos e Irã terem deixado para trás meses de guerra e optado pela negociação, em referência ao memorando de entendimento que os dois países planejam assinar. Em declarações a jornalistas em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, o pontífice destacou a importância do acordo.
"Graças a Deus, ao menos existe este memorando que, segundo dizem, assinarão oficialmente na sexta-feira (19)", afirmou Leão XIV. Segundo o papa, ainda restam pontos a serem definidos, mas o caminho das negociações é preferível à retomada do conflito.
O pontífice, que manteve uma troca de declarações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por causa do conflito, afirmou que "ainda restarão vários pontos por concretizar, mas sempre é melhor fazer isso por meio do diálogo e da negociação, e não voltando à guerra".
Leão XIV disse esperar que o entendimento represente o fim efetivo das hostilidades. "Que seja realmente uma solução para a guerra, que a guerra tenha terminado de verdade e que possamos seguir adiante pelo bem de todos", declarou.
O papa também defendeu a eliminação das armas nucleares e a busca por soluções para os problemas surgidos durante o conflito. "Eliminar as armas nucleares, isso sim, buscar o bem de todos os povos, buscar como resolver os problemas, também em nível econômico e social, que foram criados neste período", acrescentou.
No domingo (14), Washington e Teerã declararam que o texto do memorando de entendimento já estava finalizado e que a assinatura oficial ocorrerá na sexta-feira (19), na Suíça, encerrando semanas de negociações tensas entre os dois países.
"O acordo com a República Islâmica do Irã já é uma realidade. Parabéns a todos!", afirmou Donald Trump, autorizando "plenamente a abertura sem restrições do estreito de Ormuz" e o "levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados Unidos".
O vice-ministro de Assuntos Jurídicos e Internacionais da Chancelaria iraniana, Kazem Gharibabadi, declarou que, conforme o acordado, "a partir desta noite [domingo (14)] será anunciado o fim imediato e definitivo da guerra e das operações militares em várias frentes, incluindo o Líbano".
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador-chave das negociações, também confirmou que o acordo inclui o Líbano.