As Forças Armadas do Irã advertiram nesta terça-feira (16) que o Exército de Israel enfrentará uma "dura resposta" caso não interrompa suas ações no sul do Líbano. A declaração foi divulgada pela agência IRNA, que citou um comunicado oficial do Quartel-General Central Khatam al Anbiya.
Segundo a instituição militar, "se o Exército assassino de crianças do regime sionista não puser fim às suas maldades no sul do Líbano, deve esperar uma dura resposta das poderosas Forças Armadas da República Islâmica do Irã".
O quartel-general afirmou ainda que as forças israelenses continuaram suas operações no sul do Líbano apesar do anúncio do fim da guerra feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com o comunicado, Israel violou o cessar-fogo no sul do Líbano em 84 ocasiões nos últimos dois dias. A instituição também acusou o Exército israelense de continuar cometendo "crimes e massacres" contra o povo libanês.
No domingo (14), Washington e Teerã declararam que o texto do memorando de entendimento já estava finalizado e que a assinatura oficial ocorrerá na sexta-feira (19), na Suíça, encerrando semanas de negociações tensas entre os dois países.
"O acordo com a República Islâmica do Irã já é uma realidade. Parabéns a todos!", afirmou Donald Trump, autorizando "plenamente a abertura sem restrições do estreito de Ormuz" e o "levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados Unidos".
O vice-ministro de Assuntos Jurídicos e Internacionais da Chancelaria iraniana, Kazem Gharibabadi, declarou que, conforme o acordado, "a partir desta noite [domingo (14)] será anunciado o fim imediato e definitivo da guerra e das operações militares em várias frentes, incluindo o Líbano".
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador-chave das negociações, também confirmou que o acordo inclui o Líbano.