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'Tenho que defender meu chefe': Vance afirma que Epstein odiava Trump

Vice-presidente dos Estados Unidos diz que mensagens do criminoso sexual mostram animosidade contra o presidente e afirma que a administração já divulgou milhões de páginas do caso, negando qualquer tentativa de ocultação.
'Tenho que defender meu chefe':  Vance afirma que Epstein odiava TrumpGettyimages.ru / Legion-Media

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, afirmou nesta terça-feira (16) que Jeffrey Epstein "odiava" o presidente Donald Trump. Ele também rejeitou as acusações de que o governo norte-americano esteja ocultando informações sobre os arquivos do caso do financista condenado por crimes sexuais.

Segundo Vance, e-mails incluídos nos arquivos do caso indicam que Epstein mantinha hostilidade em relação ao atual presidente. O vice-presidente também declarou que Trump expulsou Epstein de seu clube e o denunciou à polícia.

Vance disse ser "um teórico da conspiração no tema Epstein" e justificou seu interesse em promover a máxima transparência sobre o caso. "Tenho que defender meu chefe", afirmou ao comentar as tentativas de associar Trump aos crimes de Epstein.

De acordo com o vice-presidente, a divulgação dos documentos foi impulsionada pelo próprio Trump e não por pressão de parlamentares republicanos. Ele acusou os democratas de tentarem vincular o presidente ao escândalo.

Vance afirmou que cerca de 6 milhões de páginas já foram tornadas públicas. Sobre os 2,5 milhões de páginas restantes, disse que muitas podem ser duplicatas de materiais já divulgados.

"Não estamos ocultando nada", declarou. Ele acrescentou que parte dos documentos ainda depende de autorização judicial para publicação e reiterou que o governo busca a maior transparência possível para esclarecer dúvidas sobre o caso.

Caso Epstein

  • Jeffrey Epstein foi encontrado morto em 10 de agosto de 2019 em sua cela no Centro Correcional Metropolitano de Manhattan, onde aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual de menores.

  • O escândalo gerado pelo caso trouxe à tona os vínculos do financista com elites, políticos influentes e magnatas ocidentais, entre eles o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, o empresário Bill Gates e o ex-príncipe britânico Andrew.

  • Os arquivos do caso contêm uma acusação de que Trump teria organizado encontros em sua mansão de Mar-a-Lago, na Flórida, nos quais Epstein teria fornecido garotas ao atual presidente para serem leiloadas. Além disso, os documentos apontam que menores teriam sido submetidas a testes de "estreiteza".

  • O Departamento de Justiça dos EUA pronunciou-se sobre o assunto, afirmando que "alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram apresentadas ao FBI pouco antes das eleições de 2020".