Notícias

Indulto de Trump à cúmplice de Epstein? Ativista explica consequências desse cenário

"Se Trump conceder o indulto a Maxwell, confirmaria os abusos que ela cometeu contra crianças", afirmou Kim Dotcom.
Indulto de Trump à cúmplice de Epstein? Ativista explica consequências desse cenárioGettyimages.ru / Davidoff Studios

O empresário e ativista digital Kim Dotcom afirmou na quinta-feira (7) no X que um eventual indulto do presidente dos EUA, Donald Trump, a Ghislaine Maxwell — sócia e cúmplice de Jeffrey Epstein — confirmaria o envolvimento do presidente nos crimes do falecido criminoso sexual.

"Se Trump conceder o indulto a Maxwell, ficará confirmado o seu abuso de menores", afirmou o empresário, apontando que "não há necessidade" de conceder o benefício "exceto para fazer declarações falsas de que Trump é inocente". "Ela diria qualquer coisa para recuperar a liberdade", afirmou Dotcom. "Ao conceder o indulto, Trump estará silenciando a principal testemunha do escândalo Epstein", concluiu.

« PARA SABER MAIS SOBRE QUEM FOI JEFFREY EPSTEIN, LEIA NOSSO ARTIGO »

Maxwell foi condenada em 2021 por tráfico sexual de menores para Epstein e cumpre pena de 20 anos de prisão. Em fevereiro, seu advogado, David Oscar Markus, pediu que ela recebesse o indulto para que pudesse "falar com total honestidade" e "explicar por que" Trump não estaria envolvido nos crimes. No entanto, ainda não houve um pedido formal.

O presidente não se comprometeu a conceder o indulto a Maxwell, mas também não o descartou. Em outubro, Trump disse que não conhecia os detalhes do caso e que precisaria analisá-los. "Falarei com o Departamento de Justiça. [...] Não sei nada sobre isso", afirmou.

Há divisão entre os republicanos sobre o tema. Segundo James Comer, presidente do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, afirmou ao jornal Politico em abril, alguns membros de seu comitê estão abertos à possibilidade de um indulto presidencial à sócia de Epstein.