Um homem de 60 anos na província de Ångermanland, na Suécia, foi condenado nesta terça-feira (16) a quatro anos e cinco meses de prisão por exploração sexual agravada e tentativa de estupro. Segundo relatos da mídia local, ele agenciou a prostituição da sua esposa para mais de 120 homens ao longo de três anos, .
O tribunal também o considerou culpado de duas acusações de violência doméstica, seis acusações de ameaças ilegais e uma infração menor relacionada a posse de drogas, mas o absolveu de oito acusações de estupro.
"Realizando o sonho"
A defesa argumentou que ele apenas ajudou sua esposa a realizar o sonho de trabalhar como prostituta de luxo, limitando-se a um papel administrativo na marcação de encontros, o que resultou em centenas de relações sexuais.
O condenado deve pagar à vítima 200 mil coroas suecas (aproximadamente R$ 108 060) em indenização. No mesmo julgamento, 28 dos 29 compradores de serviços sexuais foram condenados por um total de 56 atos de compra; dois receberam penas de prisão e os demais receberam multas ou serviços comunitários.
A advogada da mulher, Silvia Ingolfsdottir, lamentou que a sentença evidencie que ainda há muito a ser feito para proteger e valorizar adequadamente as mulheres exploradas.
O caso lembra o escândalo francês do "monstro de Avignon", Dominique Pelicot, que foi condenado a 20 anos de prisão por drogar sua esposa, Gisèle Pelicot, durante quase uma década e convidar dezenas de homens para estuprá-la enquanto filmavam os atos.