
China comenta atritos entre Trump e Netanyahu

O governo da China comentou nesta segunda-feira (15) os atritos entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em torno das negociações com o Irã.
Ao responder a uma pergunta sobre o tema em coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, limitou-se à defesa da continuidade do diálogo para garantir a estabilidade regional.

"Esperamos que os EUA e o Irã assinem o memorando de entendimento para a primeira fase das negociações", disse, celebrando o acordo entre as nações para pôr fim ao conflito na região.
A pergunta teve relação direta com críticas de Trump contra operações israelenses em meio às tratativas de paz. Desde sexta-feira (12), o líder norte-americano já falava sobre a costura final de um acordo para a região. Contudo, no domingo, as forças armadas sob comando de Netanyahu atacaram Beirute, colocando em risco os esforços.
"O ataque desta manhã a Beirute não deveria ter acontecido, especialmente em um dia tão especial, quando estamos tão perto de um acordo de paz com o Irã", disse Trump no dia.
Visão de Pequim
Lin acrescentou que a China seguirá as propostas apresentadas pelo presidente Xi Jinping para contribuir com a "rápida restauração da paz e da tranquilidade no Oriente Médio e na região do Golfo", defendendo esforços multilaterais para reduzir as tensões na região.
Acordo entre EUA e Irã
- No domingo (14), o presidente americano Donald Trump anunciou, na rede social Truth Social, que "o acordo com a República Islâmica do Irã já está fechado", que o Estreito de Ormuz será aberto sem pedágio e que os Estados Unidos encerrarão imediatamente o bloqueio naval contra o Irã.
- O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou o acordo, afirmou que ele também inclui o Líbano e que a cerimônia de assinatura está agendada para o dia 19 de junho, na Suíça.
- O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, também confirmou a assinatura do memorando de entendimento. O vice-ministro explicou que, conforme acordado, "a partir desta noite, será anunciado o fim imediato e definitivo da guerra e das operações militares em várias frentes, incluindo o Líbano".
