Dez prédios para cada disparo vindo do Líbano: a proposta extrema que divide o governo israelense

Ministro das Finanças israelense defende novamente sua fórmula controversa, uma ideia que Netanyahu já havia rejeitado publicamente durante reunião de segurança.

O ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, reiterou no sábado (13) que "a única maneira" de impedir que o movimento xiita libanês Hezbollah cause danos ao norte do país é aplicar uma forte retaliação. "A única maneira: para cada disparo em nosso território, dez prédios cairão em Dahiya. Esta noite", escreveu em sua conta no X.

Dahiya, uma área residencial e comercial densamente povoada no sul de Beirute, tem sido um alvo constante de Israel, pois é considerada o principal reduto do Hezbollah na capital libanesa.

Smotrich já havia proposto essa mesma medida anteriormente, conforme noticiado na época pelo portal de notícias Ynet. Naquela ocasião, ele defendeu a demolição de dez edifícios em Dahiya para cada drone explosivo lançado pelo Hezbollah. O ministro argumentou que essa política de retaliação era a maneira "mais rápida e eficaz" de deter os ataques. Smotrich alertou ainda que, se a ofensiva persistisse, a resposta não se limitaria a Beirute. "Se ficarmos sem prédios na capital, partiremos para Tiro, Sidon e Bekaa", declarou na ocasião.

No entanto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu discordou dessa proposta. Durante uma reunião de segurança, ele questionou o ministro, perguntando: "O que o senhor está propondo? Que demolíssemos dez edifícios para cada drone que aparecer? E quando um drone aparecer em Gaza, demolimos dez edifícios em Gaza?". Netanyahu esperava discutir medidas defensivas contra drones, enquanto Smotrich defendia ações mais drásticas, o que levou a um desentendimento entre os dois.