O Ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que ele e o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu instruíram as Forças de Defesa de Israel a se prepararem para preservar sua capacidade autônoma de agir contra o Irã.
"Israel deve garantir que também terá a capacidade de agir de forma independente no futuro para impedir que o Irã obtenha armas nucleares", declarou em uma publicação no X.
Além disso, Katz defendeu a atual estratégia de segurança de seu país e afirmou que Israel busca "vitórias, não compromissos ou concessões" diante das ameaças regionais.
"Há muita coisa em jogo neste momento. Estamos determinados a continuar a seguir uma política de segurança firme que preserve as nossas conquistas e não comprometa a nossa capacidade de combater o eixo xiita do mal, liderado pelo Irã, e o eixo sunita do mal, liderado pela Irmandade Muçulmana."
O ministro afirmou que Israel não vai se retirar das "zonas de segurança" no Líbano, na Síria e em Gaza, onde as forças israelenses mantêm posições militares. Israel apresenta essas áreas como uma medida de segurança e afirma que está agindo em legítima defesa contra ataques de grupos armados.
Tensões persistentes no Oriente Médio
As declarações de Katz vêm em meio à operação em curso das forças israelenses no Líbano, que, segundo as autoridades israelenses, visa criar uma chamada "zona segura" e enfraquecer o movimento xiita libanês Hezbollah para evitar ataques contra seu território. Milhares de casas no sul do país árabe foram destruídas durante a ofensiva de Tel Aviv, forçando deslocamentos em massa. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a destruição na área e soldados israelenses demolindo casas de civis em meio a risos e aplausos.
Em 16 de abril, após negociações em Washington, Israel e Líbano chegaram a um acordo de cessar-fogo. No entanto, apesar do pacto formal, Tel Aviv continuou a atacar dezenas de cidades e vilarejos no sul do Líbano diariamente. Em resposta, o Hezbollah continuou realizando operações armadas contra as forças israelenses. Em uma nova reunião em 3 de junho, Israel e Líbano concordaram em cessar as hostilidades.
Contudo, Israel atacou os subúrbios do sul de Beirute sem aviso prévio no último domingo (7), dias após a entrada em vigor do acordo. Houve relatos de vítimas após a ofensiva.
Enquanto isso, Teerã denuncia as ações dos Estados Unidos e de Israel como uma violação da soberania e integridade territorial dos Estados e acusa ambos os países de violarem o direito internacional. Em particular, em resposta à ofensiva israelense contra o Líbano, o Irã lançou um ataque com mísseis contra Israel, além de ataques mútuos contra a indústria petroquímica em ambos os países. O Quartel-General Central do Irã, Khatam al-Anbiya, o mais alto comando operacional das Forças Armadas iranianas, subordinado ao Estado-Maior, alertou Tel Aviv que, se suas "agressões e atos de provocação, incluindo aqueles no sul do Líbano", continuassem, as forças iranianas empreenderiam ações militares contra Israel "muito mais severas e enérgicas do que antes".