
Japão amplia aliança naval com outro país asiático

O Japão confirmou em 5 de junho que Tóquio e Jacarta concordaram em iniciar conversas formais para a transferência de destróieres da classe Asagiri para a Marinha da Indonésia, segundo informou a SCMP. O anúncio veio após uma reunião entre os ministros da Defesa Shinjiro Koizumi e Sjafrie Sjamsoeddin. A Indonésia possui um litoral de quase 55.000 quilômetros e suas águas incluem os estreitos de Málaca e Lombok, por onde passam anualmente trilhões de dólares em comércio global, embora sua marinha não possua capacidade de vigilância submarina.

Koizumi afirmou que a transferência dos destróieres "ampliará uma cooperação substancial" e a descreveu como um "passo sólido para contribuir com a paz e a estabilidade na região do Indo-Pacífico". Sjafrie disse que deseja formalizar e "dar uma forma concreta" à cooperação em equipamentos de defesa com o Japão.
O interesse da Indonésia nesses navios, otimizados para localizar e destruir submarinos, decorre da presença frequente de embarcações chinesas em sua zona econômica exclusiva no Mar de Natuna Setentrional (como os indonésios se referem ao Mar da China Meridional). Jacarta insiste que não há disputa territorial formal com Pequim, embora exista um atrito latente. Contudo, alguns analistas alertam para que essa cooperação não seja interpretada como um alinhamento explícito contra a China.
Os destróieres da classe Asagiri foram construídos para a Força Marítima de Autodefesa do Japão entre meados da década de 1980 e o início da década de 1990. Eles são armados com mísseis Sea Sparrow e Harpoon e sistemas integrados de guerra antissubmarina. Este acordo faz parte de uma estratégia regional mais ampla do Japão. A Austrália adquirirá 11 fragatas furtivas da classe Mogami, no maior negócio de armamentos da história japonesa, enquanto as Filipinas receberão até seis destróieres da classe Abukuma.
