
Novas armas nucleares à vista? China explica estratégia em relação ao Japão

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, explicou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (9) o motivo que levou seu país a suspender as exportações de terras raras ao Japão.
"Gostaria de enfatizar que, em conformidade com as leis e regulamentos, a China proibiu a exportação de todos os itens de uso dual para usuários militares japoneses, para uso militar do Japão e para quaisquer outros usuários finais e finalidades que possam contribuir para o fortalecimento das capacidades militares japonesas. O objetivo é conter a remilitarização do Japão e sua tentativa de obter armas nucleares", afirmou.
De acordo com informações do portal NikkeiAsia, o governo Donald Trump, preocupado com a redução da oferta global de produtos japoneses de alta tecnologia fabricados com terras raras, solicitou à China que retome as exportações desses elementos ao Japão.

Remilitarização a todo vapor
Pequim critica constantemente os planos de remilitarização do Japão e lembra que a Declaração de Potsdam, o Instrumento de Rendição do Japão e uma série de documentos com pleno efeito jurídico no âmbito do direito internacional determinam que Tóquio permaneça "completamente desarmada" e não mantenha indústrias "capazes de permitir seu rearmamento para a guerra".
"As importações de armas do país aumentaram 76% nos últimos cinco anos. O orçamento de defesa do Japão vem aumentando há 14 anos consecutivos, mas as forças de direita japonesas continuam clamando por mais gastos militares. Isso demonstra mais uma vez que a máscara do Japão como 'país da paz' está caindo e que o país está deslizando rumo ao neomilitarismo", afirmou o alto diplomata Guo Jiakun em maio.
