Lançamento de Dark Horse pode ser adiado pela produtora; entenda

Ideia veio do advogado da dona da produtora do filme, que considera ser indesejável associá-lo às eleições.

A produtora Go Up Entertainment, que produziu o longa Dark Horse sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, avalia adiar o lançamento do longa, segundo teria confirmado a dona da produtora, Karina Ferreira da Gama, à Folha de S.Paulo em reportagem divulgada na sexta-feira (12).

A ideia de seria uma recomendação de Ricardo Sayeg, advogado de Karina, que considera não ser do interesse de sua cliente e da própria produção como material artístico que esta seja associada à disputa eleitoral à Presidência deste ano. "Para que não pairem dúvidas sobre a natureza cultural e artística, minha recomendação encaminhada à Karina, que está sendo analisada junto com o pessoal dos EUA, é que o filme seja lançado depois das eleições", afirmou Sayeg.

Karina foi alvo de uma operação da Polícia Civil em 1º de junho e contratou uma perícia particular para fazer um levantamento oficial de todo o dinheiro que foi levantado para financiar o longa, no qual constatou-se que R$75 milhões foram arrecadados, enquanto que os valores negociados entre o ex-banqueiro dono do liquidado Banco Master, Daniel Vorcaro, e o então senador e atual pré-candidato a Presidência pelo PL-RJ, Flávio Bolsonaro, giravam em torno R$134 milhões, segundo reportagem do The Intercept Brasil que citava conversas entre Vorcaro, seu cunhado, Fabiano Zettel, e o empresário Thiago Miranda.

A Polícia Federal investiga se valores destinados ao custeio da obra cinematográfica teriam sido desviados para pagar as despesas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro nos EUA, pois o dinheiro de Vorcaro foi transferido para o fundo Heavengate Development, que tem como agente legal o escritório "Law Offices of Paulo Calixto PLLC", de Paulo Calixtoadvogado de Eduardo.