Países da UE dão sinal verde para iniciar negociações de adesão com Ucrânia e Moldávia

Kiev e Chisinau apresentaram seus pedidos de adesão ao bloco em 2022.

Todos os Estados-membros da União Europeia concordaram na sexta-feira (12) em iniciar a primeira rodada de negociações com a Ucrânia e a Moldávia para sua adesão ao bloco, anunciaram em comunicado conjunto o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Os representantes explicaram que a primeira Conferência Intergovernamental, que será realizada na próxima segunda-feira (15), dará início à "seção dedicada aos fundamentos que constituem a espinha dorsal do processo de adesão". "Isso abrange os valores e princípios fundamentais sobre os quais a UE se baseia, do Estado de Direito a instituições democráticas fortes", afirmaram.

Kiev e Chisinau apresentaram seus pedidos de adesão à UE em 2022 e, posteriormente, ambos receberam o status de país candidato. No início de junho, o bloco iniciou os preparativos para abrir a primeira rodada de negociações formais. Essa medida ocorreu após o novo governo húngaro ter retirado seu veto ao início do processo. O início das negociações de adesão não predetermina nenhum cronograma para a entrada dos países na UE.

Na semana passada, o presidente finlandês, Alexander Stubb, levantou a ideia de expandir a UE de 27 para 40 países, mencionando a Ucrânia, o Reino Unido, a Noruega, a Islândia, a Turquia e o Canadá como potenciais membros. Enquanto isso, em março, o Politico noticiou que a Islândia e a Noruega, que anteriormente haviam descartado a adesão à União Europeia, estavam considerando fazê-lo, principalmente por razões de segurança.