Brasil mantém base na Antártida com apoio da Marinha e 185 pesquisadores

Marinha concluiu missão especial em solo congelado. São 40 anos de presença da ciência brasileira na região.

A Marinha do Brasil concluiu a 44ª Operação Antártica (Operantar XLIV), missão responsável por garantir a manutenção da Estação Antártica Comandante Ferraz e apoiar pesquisas científicas no continente gelado. O comunicado foi divulgado pela instituição militar nesta sexta-feira (12).

A operação mobilizou 185 pesquisadores e deu suporte a 26 projetos científicos durante o verão antártico. As atividades foram realizadas nos laboratórios da estação brasileira, além dos navios polares Almirante Maximiano e Ary Rongel.

Segundo a Marinha, as pesquisas abrangeram áreas como mudanças climáticas, oceanografia, biologia e saúde em ambientes extremos, com mais de 400 horas de coleta de dados e experimentos de campo.

A logística da missão envolveu meios navais e aéreos. O transporte e o revezamento das equipes ocorreram por meio de oito voos realizados com aeronaves KC-390 Millennium e C-105 Amazonas, da Força Aérea Brasileira (FAB), em operação integrada com os navios do Programa Antártico Brasileiro (Proantar).

Durante a missão, foi celebrada a marca de 40 anos da primeira invernada de brasileiros na Antártida. A cerimônia contou com a presença do comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, representantes do Ministério da Defesa e de órgãos ligados à ciência e ao meio ambiente.

A Operantar XLIV também reforçou a presença internacional do Brasil no continente. A Estação Antártica Comandante Ferraz recebeu delegações e visitantes de países como Portugal, Chile, Argentina, Estados Unidos, França, Itália, Espanha, Canadá e Polônia, interessados na infraestrutura e nas atividades científicas desenvolvidas pelo país na região.