O jornalista americano Tucker Carlson destacou, em um vídeo publicado na quinta-feira (11), uma das lições que a agressão de seu país contra o Irã ensinou aos eleitores americanos: os políticos que eles elegem não são responsáveis pelas decisões importantes do país.
"A guerra no Irã nos ensinou que, na realidade, em questões importantes, aqueles que elegemos nem estão no comando. É outra pessoa. Neste caso, Benjamin Netanyahu", declarou.
Carlson explicou que a suposta "premissa" do sistema americano é a crença de que são os cidadãos que, por meio de seu voto, podem influenciar as decisões tomadas pela Casa Branca.
"Se as pessoas deixarem de acreditar que têm algum tipo de poder para mudar um sistema que as está prejudicando, que não há uma maneira pacífica de acabar com esse sofrimento, recorrerão a meios não pacíficos para conseguir o que querem", previu.
Nova escalada no Oriente Médio
- Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada por ordem direta do comandante-em-chefe e, segundo Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
- De acordo com a Guarda Revolucionária do Irã, as forças americanas bombardearam vários pontos em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", causando danos a uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água na região.
- Em resposta à ação dos EUA, as Forças Armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou na quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya.
- O Ministério das Relações Exteriores iraniano também se dirigiu aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. A pasta reiterou ainda que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" diante de ataques contra seu território.