Os EUA lançaram 49 mísseis Tomahawk nesta quarta-feira (10) e realizaram bombardeios com aeronaves de combate em uma nova onda de ataques contra o Irã, afirmou o presidente Donald Trump. A declaração foi feita durante uma conversa com o jornalista da Fox News Trey Yingst, enquanto acompanhava as operações militares na sala de crise da Casa Branca.
Segundo Yingst, Trump declarou que manteve contatos diretos com autoridades iranianas durante a noite e afirmou que elas solicitaram a interrupção dos bombardeios. De acordo com sua versão, um dos alvos atingidos ficava a cerca de 64 quilômetros de Teerã.
O presidente afirmou que a ofensiva militar será concluída em breve, mas advertiu que os ataques poderão continuar caso não seja alcançado um acordo. Nesse contexto, declarou que Washington manterá a pressão sobre o Irã enquanto as negociações prosseguirem.
Por fim, Yingst relatou que Trump classificou a situação atual como "o cessar-fogo mais violado da história do mundo" e que o vice-presidente J.D. Vance lhe informou que os EUA estão negociando com diferentes setores dentro do Irã, incluindo grupos considerados moderados e outros de linha mais dura.
Nova escalada no Oriente Médio
- Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada por ordem direta do comandante-em-chefe e, segundo Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
- De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, as forças americanas bombardearam vários pontos em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", causando danos a uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
- Em resposta à ação dos EUA, as Forças Armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou na quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal órgão operacional do comando militar do Irã.
- O Ministério das Relações Exteriores iraniano também se dirigiu aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. A pasta reiterou ainda que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" diante de ataques contra seu território.