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Potências nucleares gastam R$ 19.500 por segundo em arsenais atômicos, aponta relatório

Levantamento aponta aumento de 19% nos gastos dos nove países com armamentos atômicos, impulsionado pela modernização dos arsenais e pelo agravamento das tensões internacionais.
Potências nucleares gastam R$ 19.500 por segundo em arsenais atômicos, aponta relatórioU.S. Army

Os nove países que possuem armas nucleares destinaram cerca de US$ 119 bilhões aos seus arsenais em 2025, um valor recorde equivalente a R$ 19.500 por segundo e 19% superior ao registrado no ano anterior. É o que aponta um relatório da Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN) publicado na terça-feira (9).

O aumento dos gastos dos EUA, Rússia, China, Reino Unido, França, Índia, Paquistão, Israel e República Popular Democrática da Coreia foi atribuído à modernização e à expansão dos arsenais nucleares em um contexto de crescentes tensões internacionais.

Os resultados, porém, contrastam com o avanço do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, ao qual já aderiram 99 países.

O peso dos gastos dos EUA

Os EUA registraram o maior aumento entre 2024 e 2025, com R$ 64 bilhões adicionais e um gasto total de R$ 359 bilhões — mais do que todas as demais potências nucleares somadas.

A China ocupou o segundo lugar, com R$ 70 bilhões enquanto o Reino Unido ficou em terceiro, com R$ 65 bilhões. Na quarta posição, a Rússia destinou R$ 49 bilhões.

Arsenais planejados para décadas

Nos últimos cinco anos, os nove países gastaram conjuntamente R$ 2,4 trilhões com seus arsenais nucleares e planejam mantê-los por décadas.

Segundo o relatório, alguns deles divulgaram projeções de gastos de dezenas de bilhões de dólares — e até superiores a R$ 5,19 trilhões. — para os próximos dez anos ou para várias décadas.

Além disso, todos possuem sistemas de armas que permanecerão operacionais pelo menos até 2050 e, em alguns casos, até o próximo século.

Esse volume de recursos também beneficia empresas ligadas ao desenvolvimento e à manutenção de armas nucleares. Em 2025, pelo menos 25 companhias mantinham contratos relevantes no setor, com receitas mínimas de R$ 197 bilhões. provenientes dessas atividades, contratos pendentes de pelo menos R$ 2 trilhões. e novas adjudicações estimadas em cerca de R$ 13 bilhões.