
Secretário de Guerra dos EUA faz advertência a Cuba

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, fez nesta quarta-feira (10) uma nova advertência às autoridades de Cuba. O governo cubano, por sua vez, classificou como "mentira" as acusações de Washington de que a ilha representaria uma ameaça à segurança americana.
Hegseth afirmou que Cuba está sob "grande pressão" neste momento. "Tem grandes decisões a tomar, e às vezes os líderes tomam a decisão errada quando estão sob pressão", declarou.
"Nós os encorajamos a não seguir por esse caminho, que apenas criaria um tipo de ameaça com a qual os EUA teriam de lidar", acrescentou durante uma declaração no Quartel-General do Comando Central dos EUA, em Tampa, na Flórida.

Cercado por militares americanos, ele continuou: "Nossa mensagem a Cuba é: não entrem nesse jogo, não entrem no jogo de ameaçar os americanos ou o território dos EUA, porque isso não terminará bem para vocês".
"Temos opções em todo o mapa", afirmou o chefe do Pentágono ao ser questionado sobre a possibilidade de uma "operação militar" semelhante à que resultou no sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Dessa forma, Hegseth enfatizou que "todas essas opções estão sobre a mesa", inclusive no âmbito do Comando Central. "O presidente (Donald Trump) espera que respondamos com firmeza e determinação e que utilizemos nosso poder de fogo, e certamente o faremos se necessário", acrescentou.
Ameaças a Cuba
- Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região. O texto acusa o governo cubano de se alinhar com "numerosos países hostis", de acolher "grupos terroristas transnacionais" e de permitir a implantação na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.
- Com base nessas alegações, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendam petróleo à nação antilhana, às quais se somam ameaças de represálias contra aqueles que atuem contra a ordem executiva da Casa Branca.
- A medida ocorre em meio a uma escalada entre Washington e Havana, que, sistematicamente, rejeitou essas alegações e advertiu que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo estadunidense com fins puramente pessoais".
- Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado com numerosas medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
