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Trump revela missão secreta no Irã

Segundo o mandatário, "mais de 200 navios" civis atravessaram o estreito de Ormuz durante o último mês.
Trump revela missão secreta no IrãU.S. Marine Corps

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) que sua administração lançou e executou com sucesso uma "missão secreta" para garantir o trânsito de navios comerciais pelo estreito de Ormuz, apesar do bloqueio imposto pelo Irã.

"No mês passado, ordenei às nossas Forças Armadas dos EUA que executassem uma missão secreta para apoiar petroleiros e outros navios comerciais através do estreito de Ormuz. Hoje, tenho o prazer de anunciar que esse esforço resultou em mais de 100 milhões de barris de petróleo transitando pelo estreito e chegando ao mercado aberto", escreveu o mandatário na Truth Social, sua própria rede social.

Segundo ele, nesse período, "mais de 200 navios comerciais viajaram em segurança através do estreito", fato que classificou como "sucesso retumbante" e atribuiu ao fato de que os EUA "controlam" a passagem marítima estratégica, "e não o Irã", cuja derrota estratégica voltou a proclamar.

"Seu Exército está derrotado e sua economia, perdida. Acabou para o Irã!", completou.

"Milhões de barris"

Em uma declaração anterior, o presidente dos EUA afirmou que Washington havia conseguido se apoderar de "milhões de barris de petróleo do Irã" por meio de operações encobertas em alto-mar, das quais as forças iranianas não teriam tido conhecimento.

"Agora vou contar a vocês, porque o Irã acabou de descobrir. Então, agora que descobriram, posso contar. Foi muito difícil para mim. Eu queria contar isso desesperadamente, mas não queria estragar tudo", afirmou. 

Segundo suas palavras, os "milhões de barris de petróleo" extraídos do país persa estão por trás da queda registrada nos preços internacionais do petróleo, que atualmente são cotados, em média, entre "85 e 90 dólares por barril, em vez de 250".

Nova escalada

  • Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada por ordem direta do comandante-em-chefe e, segundo Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
  • De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, as forças americanas bombardearam vários pontos em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", causando danos a uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
  • Em resposta à ação dos EUA, as Forças Armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou na quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal órgão operacional do comando militar do Irã.
  • O Ministério das Relações Exteriores iraniano também se dirigiu aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. A pasta reiterou ainda que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" diante de ataques contra seu território.