Árbitro da Copa expulso pelos EUA faz apelo: 'não percam a esperança'

"Agora estou no meu país, e não há outro lugar onde eu queira estar", afirmou o somali Omar Abdulkadir Artan.

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan voltou ao seu país nesta quarta-feira (10), após ser impedido de entrar nos Estados Unidos para trabalhar na Copa do Mundo. Ele afirmou à agência Reuters que encara o episódio como uma questão de "destino".

"Agora estou no meu país, e não há outro lugar onde eu queira estar", disse.

Recebido com festa em Mogadíscio, Artan evitou alimentar a polêmica em torno da decisão das autoridades americanas e adotou um discurso de resignação e esperança.

"O que aconteceu, aconteceu, e foi destino. Sou grato pelo apoio que a FIFA me deu", declarou a jornalistas ao desembarcar na capital somali.

Considerado o melhor árbitro da África em 2025, Artan se preparava para se tornar o primeiro somali da história a apitar partidas do principal torneio do futebol mundial.

Em suas declarações, o árbitro buscou transmitir uma mensagem de confiança aos jovens de seu país.

"A Somália é nossa, esteja ela em bons ou maus momentos. Quero dizer aos nossos jovens que não percam a esperança em nosso país", afirmou.

A recepção ao árbitro transformou-se em uma demonstração de apoio popularMilhares de pessoas compareceram a um estádio em Mogadíscio para homenageá-lo, carregando bandeiras e fotografias.