A Marinha da República Islâmica do Irã anunciou nesta sexta-feira (5) que os contratorpedeiros americanos DDG-103 e DDG-87 foram expulsos do Golfo de Omã, como parte da operação contra ameaças a navios por parte dos EUA. As embarcações bateram em retirada em direção ao Oceano Índico.
"Após essas operações e as dos últimos dias, além dos destróieres sionistas norte-americanos, que faziam parte da frota do George W. Bush e do centro de comando da força naval terrorista daquele país, responsáveis pelo assédio e pela interrupção do comércio marítimo e da segurança na região, o helicóptero de assalto anfíbio Tripoli também foi obrigado a abandonar o Golfo de Omã", diz o comunicado da Marinha do Irã divulgado pela imprensa.
"Apesar da expansão e da movimentação de navios inimigos para fora do alcance dos mísseis utilizados, se necessário, mísseis de maior alcance serão empregados ", alertou o Centro de Comando e Controle da Marinha iraniana, enfatizando a necessidade de o inimigo cessar a pirataria marítima na região".
Apesar da frágil trégua declarada no início de abril entre Washington e Teerã, a situação na região tem sido marcada recentemente por ataques e ameaças mútuas.
Na terça-feira (2), também houve uma troca de ataques. Em particular, os EUA lançaram um míssil contra um petroleiro que tentava se aproximar de um porto iraniano no Golfo Pérsico. Além disso, uma antena de telecomunicações na ilha de Qeshm também foi alvo de um ataque.
Em resposta, o Irã atacou bases norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, afirmando que os dois países são "diretamente responsáveis" pela ofensiva.
Mohsen Rezaei, ex-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica e atual assessor militar do líder supremo do Irã, declarou que cada ataque dos EUA será respondido com "uma chuva de mísseis e drones" e advertiu que "o agressor será punido rapidamente".
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na terça-feira (2) que um acordo com o Irã poderá ser alcançado nos próximos dias e que Teerã teria aceitado negociar aspectos de seu programa nuclear.
Autoridades da República Islâmica sustentam que "o inimigo será obrigado a aceitar as novas regras que o Irã impôs no terreno".