Notícias

Putin responde se houve diálogo entre Rússia e Estados Unidos sobre Cuba

O presidente russo afirmou que Cuba é um país amigo, com quem Moscou desenvolve relações há décadas.
Putin responde se houve diálogo entre Rússia e Estados Unidos sobre CubaVyacheslav Prokofiev/Sputnik

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, revelou nesta quinta-feira (4) se houve contatos com os Estados Unidos a respeito de Cuba

Putin fez a declaração durante o tradicional encontro com representantes das principais agências de notícias internacionais à margem do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF-2026).

Questionado sobre a ilha caribenha e os contatos com Washington, Putin disse: "Em relação aos contatos sobre a questão cubana, responderei à sua pergunta diretamente. Você perguntou se tivemos contatos com o governo dos EUA sobre a questão cubana. Sim, tivemos. Prefiro não comentar mais."

O presidente também enfatizou a natureza amistosa das relações com Havana.

"Como vocês sabem, entregamos um navio-tanque com derivados de petróleo a Cuba. Vale mencionar que Cuba é um país amigo nosso. As relações têm se desenvolvido tradicionalmente ao longo das décadas. O governo dos EUA está ciente disso e nossos contatos com Cuba continuam", concluiu.

Pressão dos EUA contra Cuba

  • Os Estados Unidos mantêm um embargo econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que impacta severamente a economia da nação caribenha, foi reforçado por inúmeras medidas coercitivas e unilaterais da Casa Branca.
  • No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
  • Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Branca.
  • Em seguida, Trump reconheceu que sua Administração mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
  • Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
  • "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
  • Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.