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Rússia destaca relações com Cuba: 'verdadeiramente valiosa, única e historicamente consolidada'

Maria Zakharova destacou que, apesar de a ilha ter sido submetida ao bloqueio dos Estados Unidos durante décadas, "ela sobreviveu, continua viva e está se desenvolvendo".
Rússia destaca relações com Cuba: 'verdadeiramente valiosa, única e historicamente consolidada'Sputnik / Sergey Bobylev

As relações entre a Rússia e Cuba são valiosas, históricas e consolidadas, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

"Acho que não devemos encarar isso como um triângulo. Temos uma relação verdadeiramente valiosa, única e historicamente consolidada com a ilha [...] Cuba não está buscando suas ambições em outras partes do mundo; Cuba está defendendo sua soberania nacional", declarou Zakharova.

A porta-voz explicou que Havana busca uma oportunidade de viver em conformidade com as leis do país, mantendo suas tradições, princípios, estilo de vida e cultura.

"Cuba está sob bloqueio há décadas. Não se trata apenas de sanções e restrições, mas de um bloqueio verdadeiramente poderoso, cujo objetivo era sufocá-la e, consequentemente, destruí-la completamente", denunciou.

"O mais surpreendente é que tenha sobrevivido, que ainda esteja viva e se desenvolvendo. Além disso, vale mencionar que, apesar da pandemia de 2020 e das inúmeras crises relacionadas a conflitos, sanções, guerras comerciais e agressões híbridas, Cuba ainda consegue – apesar de tantas sanções sufocantes, bloqueios e embargos – ajudar os outros, fornecer serviços médicos e enviar pessoal", enfatizou.

Zakharova comparou a abordagem política de Washington em relação aos dois países: "Os métodos aplicados aos nossos países são essencialmente idênticos [...] a metodologia é a mesma", declarou.

"Estamos desenvolvendo relações com Cuba. Não fomos responsáveis ​​pela destruição das relações com os Estados Unidos; foram as forças políticas destrutivas dentro dos Estados Unidos que o fizeram", concluiu.

Ameaças de Trump a Cuba

  • No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
  • Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Branca.
  • Em seguida, Trump reconheceu que sua Administração mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
  • Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
  • "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
  • Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.