O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta quinta-feira (4) que as forças armadas prosseguirão com operações terrestres no sul do Líbano, mesmo após israelenses e libaneses aceitarem implementar uma trégua mediada pelos Estados Unidos, noticiou The Jerusalem Post.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) não se retirarão da região meridional, abrangendo o Castelo de Beaufort, e centenas de milhares de deslocados não poderão regressar às suas residências.
Segundo comunicado oficial, as tropas manterão suas ações ofensivas na zona de segurança libanesa até a linha amarela — em alusão à similar fronteira militar de contenção na Faixa de Gaza —, prosseguindo o desmantelamento da infraestrutura considerada terrorista, atribuída ao grupo libanês Hezbollah. Com respaldo dos EUA, Israel reivindica liberdade para atacar Beirute em resposta a disparos contra comunidades e territórios israelenses.
- A linha amarela, de acordo com declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, é uma faixa que penetra em uma extensão de 10 km no território sul do Líbano, "começa no mar [Mediterrâneo] e se estende até o Monte Dov e as encostas do Monte Hermon, até a fronteira com a Síria".
- Comparada ao modelo de Gaza, o jornal catari Al Jazeera reafirma que, no caso palestino, as IDF rotineiramente disparam contra pessoas que se aproximam desta linha, e demolem edificações na zona de controle.
A trégua, resultado de quatro rodadas de negociações em Washington, exige cessação total do fogo pelo Hezbollah e estabeleceria zonas de segurança piloto no Líbano, das quais combatentes do grupo alinhado ao Irã seriam banidos. O acordo prevê evacuação de todos os operativos do Hezbollah das áreas ao sul do rio Litani, com o exército libanês assumindo controle total dessas regiões.
O Hezbollah ainda não se pronunciou sobre o cessar-fogo e se opõe firmemente às negociações, das quais não participa. Um porta-voz do grupo declarou à imprensa internacional que não aceitará trégua parcial, enquanto a Agência Nacional de Notícias do Líbano reportou feridos em ataques israelenses nas áreas de Tiro e Nabatieh.