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EUA fala em liberdade de expressão enquanto impõe restrições à imprensa estrangeira, diz Pequim

A chancelaria do gigante asiático observou que jornalistas chineses enfrentam dificuldades em coberturas oficiais, atrasos na renovação de vistos e outros problemas.
EUA fala em liberdade de expressão enquanto impõe restrições à imprensa estrangeira, diz PequimGettyimages.ru / Al Drago

A China acusou os Estados Unidos de hipocrisia nesta quarta-feira (3). Isso porque Washington diz apoiar a liberdade de expressão, enquanto impõe restrições a profissionais da imprensa de Pequim.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores chinês, jornalistas do país "raramente conseguem acesso para coberturas presenciais na Casa Branca", além de enfrentar atrasos frequentes na renovação de vistos e permissões de residência e, em alguns casos, acabam sendo obrigados a deixar o país.

"Os Estados Unidos falam sobre liberdade de expressão, mas a mídia chinesa em seu território é politicamente rotulada como 'agente estrangeiro' e 'missão estrangeira'", afirmou, em coletiva, a porta-voz da chancelaria Mao Ning.

Duplo padrão

Ning defendeu que os EUA deveriam garantir os direitos e interesses "legítimos" dos profissionais que atuam em território norte-americano. 

"Os direitos básicos de reportagem dos jornalistas chineses estacionados nos Estados Unidos foram severamente restringidos", criticou.

Segundo a diplomata, Pequim cumpre "integralmente" os entendimentos alcançados entre os dois países para facilitar o trabalho de jornalistas estrangeiros, incluindo a emissão de vistos.

"O lado dos EUA fala sobre tratamento recíproco, e essa é exatamente a preocupação da China. Foi o lado dos EUA que iniciou a questão da mídia", afirmou Mao.