O enviado especial da Presidência russa para cooperação em investimento e economia com países estrangeiros, Kiril Dmitriev, destacou o sucesso do Fórum Econômico de São Petersburgo (SPIEF), um dos eventos empresariais mais importantes do calendário, que ocorre de 3 a 6 de junho.
Tradicionalmente, o encontro reúne representantes do setor empresarial e da comunidade acadêmica de diversos países.
"O fórum acontece em um momento crucial, em que a política dos globalistas fracassou completamente. E ele justamente congrega países soberanos dispostos a avançar, com base na colaboração, rumo ao desenvolvimento de suas economias e a ações econômicas construtivas. É isso que distingue o SPIEF dos fóruns globalistas, como o de Davos e outros, que já demonstraram sua inconsistência e o fracasso da ideologia que promovem", afirmou.
Dmitriev ressaltou que representantes de mais de 130 países participarão do evento, inclusive europeus. Em sua avaliação, esses países "estão percebendo que a crise econômica e energética que se aproxima é consequência do abandono da energia russa".
Ele afirmou que a energia russa respondia por 55% de todo o fornecimento de gás da Alemanha.
Em meio à "desindustrialização total", que resultou no fechamento de empresas, e aos índices de aprovação do chanceler alemão Friedrich Merz — "os mais baixos de toda a história" —, esta e outras nações europeias enviaram representantes ao fórum.
Entre eles, estarão presentes membros do partido Alternativa para a Alemanha, "que promove uma abordagem muito mais pragmática em relação à Rússia", observou.
Já as nações do Sul global, segundo o enviado, "estão aumentando seu poderio econômico, avançam com determinação rumo a uma parceria com a Rússia e terão forte presença" no evento.