Brasil adota medidas preventivas contra o ebola em portos e aeroportos

Norma atualiza medidas de vigilância sanitária diante do surto do vírus mortal em países africanos. Confira o que muda.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta terça-feira (2), uma nova norma que atualiza as medidas de vigilância sanitária em portos e aeroportos brasileiros diante do cenário epidemiológico internacional relacionado ao vírus ebola.

Apesar de o risco de entrada da doença no Brasil ser considerado baixo, a Anvisa informou que foram ativados protocolos de monitoramento preventivo.

Entre as medidas previstas está a instalação de banners informativos sobre o ebola em áreas de desembarque internacional, com orientações para passageiros e tripulações.

A decisão vem após a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar o surto da nova cepa bundibugyo, do ebola, na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.

Haverá restrições?

Segundo a agência, não haverá restrições a viajantes, meios de transporte, cargas ou restos mortais, seguindo as recomendações da OMS e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

As entidades internacionais não recomendam o fechamento de fronteiras nem a imposição de restrições a viagens internacionais relacionadas ao atual surto. Por isso, o foco das autoridades brasileiras permanece na "vigilância ativa e na disseminação de informações de prevenção", informa a Anvisa.

Outras doenças

A nova norma também mantém o monitoramento de outras doenças classificadas como emergências sanitárias. No caso do sarampo, continua valendo a orientação para a veiculação de informes sonoros em aeronaves.

Embora o Brasil tenha recuperado o status de eliminação da doença em 2024, casos importados ainda são registrados devido à circulação do vírus em outros países, particularmente nos Estados Unidos, México e Canadá.

Já em relação à poliomielite, a Anvisa informou que a doença segue sendo acompanhada pelas autoridades sanitárias internacionais, mas não há recomendação de medidas específicas em portos e aeroportos brasileiros neste momento.