Trump decide não repatriar cidadãos expostos ao ebola

O governo dos Estados Unidos anunciou que norte-americanos com sintomas do vírus serão enviados para "países terceiros".

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que cidadãos norte-americanos expostos ao ebola na África serão colocados em quarentena no Quênia, em vez de serem repatriados imediatamente para território norte-americano. A informação foi divulgada pela agência Reuters.

A medida muda a estratégia adotada por Washington em comparação com surtos anteriores. Segundo autoridades da Casa Branca, cidadãos assintomáticos considerados de alto risco serão levados para uma instalação montada na Base Aérea de Laikipia, na cidade queniana de Nanyuki.

Caso desenvolvam sintomas, os pacientes serão transferidos para "países terceiros", e não para os Estados Unidos.

Países africanos vivem o avanço do surto da cepa Bundibugyo do ebola, considerada rara e sem vacina ou tratamento aprovado. Segundo dados citados pelo governo americano, já foram registrados mais de 900 casos suspeitos e mais de 200 mortes suspeitas.

"O objetivo principal continua sendo proteger a saúde e a segurança do povo americano, impedindo que o surto chegue ao território dos EUA", afirmou o Departamento de Estado norte-americano.

A instalação de quarentena começará a operar na sexta-feira (29) com 50 leitos. O plano inclui ainda unidades de biocontenção e áreas de isolamento para pacientes que apresentarem sintomas.